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Nos “Ensinamentos da Strega Sagrada” achamos provas que Aradia uma vez ensinou seus discípulos que as almas dos “mortos” viviam na Lua. Mesmo que os seus seguidores modernos concordem que Aradia usou a Lua como símbolo para os reinos Astrais, este primeiro conceito não era desconhecido para muitas culturas antigas.
Iniciados no sistema Aridiano acreditam que a Lua foi usada como uma representação do Plano Astral, do Reino Lunar, mais especificamente. No santuário de Diana, no lago Nemi, a Lua era visto como a morada da Deusa Diana e sua companhia, assim como o local de descanso das bruxas que passaram do Plano Físico.
De acordo com os conhecimentos mais primitivos das strega, as “sombras” da Lua eram os locais de caça da Deusa, e os locais iluminados eram as planícies por onde Ela passeava. As bruxas da Janarra, que são as descendentes diretas daquelas do lago Nemi, praticam uma forma de ritual lunar que vem de tempos muito antigos.
O tema antigo de “se tornar como a Lua” pode ser visto nos antigos rituais janárricos de iniciação. Os iniciados que desejavam ser sacerdotes ou sacerdotisas eram levados nus sob a Lua e então “pintados” de branco. Isso geralmente era feito com um pó branco (ou ungüento) que era aplicado no corpo todo, o cabelo incluso. Os ritos de iniciação estavam ligados às fases da Lua. O primeiro grau é a Lua Nova, o segundo grau é a Meia Lua, o terceiro grau a Lua Cheia, e a morte física a Lua Minguante, e é considerado ser o ritual de Iniciação no Grande Mistério. Então há quatro graus de iniciação de acordo com as fases da Lua. Como um ser celeste, acreditava-se que a Lua encontrava-se em diversas situações com outros astros. Muitas culturas acreditavam que os três dias de lua negra aconteciam porque seres malignos engoliam a Lua e, posteriormente, a regurgitavam. Os eclipses eram vistos de várias formas.
Esta corrida da Deusa, eventualmente, descendo para a terra, era visto pelas bruxas italianas como o momento em que o Sol e a Lua se juntavam para que a Lua desse a luz a novas estrelas, para substituir aquelas que caíram do céu. A Lua também era utilizada para medida do tempo e sinalizava o momento de plantio e colheita – tanto para propósitos mágikos ou mundanos.
A representação simbólica da Lua como deidade mais antigo é um a pedra, que aparece na arte antiga sendo um pilar ou um cone de algum tipo. Algumas lendas dizem que esta pedra caiu do céu, pois veio dos próprios deuses. Um desenho antigo da Triluna aparece no inicio da Velha Religião. Variações deste símbolo podem ser encontrados nas antigas artes etrusca, grega e romana. Também se encontra em algumas culturas um pilar de madeira ou uma árvore como um símbolo antigo da Lua. Algumas vezes a Árvore da Lua é mostrada como uma árvore mesmo e às vezes como um poste truncado ou pilar estilizado. Em algumas formas de arte, a Árvore da Lua se mostra com treze flores, representando as treze luas cheias (ou novas) de um ano.
Os ensinamentos internos da Velha Religião lidam com o significado esotérico da Árvore da Lua. Neste aspecto, ela parece representar os mistérios em si, num senso prático da estrutura dos Caminhos Antigos. A Árvore da Lua tem apenas uma fruta branca que é o alimento sagrado da iluminação.
No mythos, a árvore está localizada na gruta sagrada de Diana no lago Nemi, guardada pelo Encapuzado. O Encapuzado é um guerreiro poderoso que não pode ser vencido facilmente. Simbolicamente, a Árvore da Lua representa nosso sistema de crenças e o fruto da árvore é a iluminação que vem destes ensinamentos.
O Guardião da Gruta representa nossa mente consciente, que nos impede de abraçar uma visão mística através de questionamentos de nossas experiências “sobrenaturais”. É através do poder da magia e através da experiência do encontro místico, que formamos a mentalidade necessária para vencer o Guardião. Uma vez que ele é vencido, a fruta da árvore está dentro de nosso alcance. Degustar sua essência é receber a iniciação dos próprios deuses.

OBRIGADA!!!!


A moderna tradição Aridiana possui oito treguendas: quatro maiores e quatro menores. As maiores são em outubro, fevereiro, maio e agosto. Embora haja semelhança com o ano celta, estes são festivais baseados no ano romano. Os romanos antigos tinham vários festivais pelos meses do ano; logo, é muito fácil encontrar celebrações parecidas com as da Wicca moderna. Os fazendeiros romanos conheciam os equinócios e solstícios e sabiam de seu lugar na roda do ano. Os ritos Menores eram celebrados na primavera e os Mistérios Maiores, no outono. Estes ritos se baseavam na descida da Deusa no Mundo das Sombras e sua subida na primavera. Para termos uma visão geral entre os antigos festivais italianos de origens etruscas e romanas, vamos olhar os sabaths com as partes italianas :
Samhain (31/10) – Festa Dell’Ombra: De acordo com a tradição italiana os mortos voltam ao mundo dos vivos na noite anterior a novembro e ficam nele até a segunda noite do mesmo mês. celebração da Pré-Criação. No mythos, é a união da Deusa e do Deus. No século XV, a igreja Católica Apostólica Romana (numa tentativa de acabar com as tradições pagãs) oficialmente usou este dia para celebrar o que chamam de Ognissanti ou Todas as Almas. Na verdade, no século X, esta tradição pagã italiana já preocupava alguns monges cristãos. A Igreja permitiu que estas práticas continuassem porque apresentava uma oportunidade para conversões; os monges passaram a cozinhar fava para os pobres e colocavam nas ruas em honra aos espíritos dos fiéis que partiram. Um sermão acompanhava com comida de graça. Yule (21/12) – Festa dell’Inverno: Dezembro é marcado pelos festivais romanos para o Deus Sol e para o Deus agrícola Saturno. A conexão intima entre o sol e as plantações que crescem pediam pela invocação dos dois aspectos do Deus. É o nascimento do Deus Sol, da união da treguenda anterior. Celebração de promessa, luz e esperança. Imbolg (1/02) – Festa di Lupercus: O mês de fevereiro era sagrado para o Deus romano Februs que era um deus da purificação e da morte. Os ritos de purificação da Lupercália também era celebrado em fevereiro. Lupercus é o Deus novo, a energia do Lobo. Esta ocasião ritual foi depois transformado na festa de São Simão. No século VII, a Igreja romana renomeou este festival de “A Apresentação do Senhor”. A data foi mudada para o dia 2 de fevereiro tentando substituir as celebrações pagãs. Então, os festivais da igreja passaram o coincidir com a data do festival de purificação da Roma pagã: o de Iuno Februata e o ritual da Lupercália, sendo também transformado em festival da Santa Virgem. É a celebração da purificação, e o começo da fertilidade. No mythos, o Deus Sol está na puberdade. Ostara (21/3) – Equinozio della Primavera: Março era marcado pelo festival de Libéria, que também era conhecida como Proserpina (Perséfone). Proserpina era (entre outras coisas) uma deusa da primavera cuja subida do Mundo dos Mortos era marcado por rituais dos Mistérios Eleusinos. É a celebração da subida da Deusa do Mundo das Sombras. Celebração do despertar da fertilidade. Beltane (30/4- 1/05) – La Giornata di Tana: Maio era marcado pelos festivais da primavera da Florália. Flora era a deusa romana dos jardins e das flores. No mythos, é a corte da Deusa e do Deus. Celebração da volta da Deusa, da vida e da fertilidade em sua totalidade. Litha (22/6) – La Festa dell’Estate: O festival romano de Vesta ocorria em Junho. Vesta era a deusa do calor e do fogo sagrado. Os Lare (espíritos ancestrais) estavam sob o seu domínio. O festival de meio de verão (Mid_Summer) era ligado às fadas e aos momentos mágicos. No mythos, é o casamento da Deusa e do Deus. Celebração da vida e do crescimento. Lammas (31/7- 1/08) – La Festa di Cornucópia: O festival de Ops acontecia em agosto. Ops era a deusa da fertilidade, forças criativas. Ela era a esposa de Saturno, que era o deus romano da agricultura. Na mitologia romana ela era identificada com a deusa Fauna. É a celebração da abundância e da colheita. No mythos, o Deus está se preparando para o seu sacrifício para que o mundo continue. Mabon (21/9) – Equinozio di Autunno: Nos ritos Eleusinos da Grécia e de Roma este era o momento no qual a Deusa descia ao Mundo dos Mortos. É a celebração da colheita. No mythos, o Deus morre e vai para o Mundo das Sombras. A Deusa então desce para procurar seu amor perdido.

Os ritos aridianos modernos são baseados nos mitos da Velha Religião, conhecido como “O Mythos” que empregam os nomes de várias deidades para personificar os caminhos da natureza, e para retratar a vida dos seres humanos, tanto quanto os processos de nascimento, morte e renascimento. Cada treguenda tem uma dramatização do mito do festival. O ano inicia em outubro, marcado pela celebração do Shadowfest – La Festa dell’Ombra. Também é colocado no velho mythos que o Deus se levanta todos os dias e viaja pelo céu do leste ao oeste. Ao faze-lo, ele recolhe as almas daqueles que morreram durante sua partida. Então ele desce ao Mundo das Sombras e as entrega para a Deusa. Ela então as levava para o Reino de Luna (a lua). Quanto mais almas se juntavam, a luz da lua ia aumentando até ela ficar cheia. À medida que estas almas renasciam na terra, a luz diminuía. Aradia ensinou que a participação nos festivais das Treguendas fazia com que as bruxas entrassem em harmonia com a natureza. Isto as alinhava com os padrões de energia que fluem na terra. Aradia prometeu que os poderes tradicionais da bruxaria poderiam ser observados e desenvolvidos através da comemoração da Roda do Ano. Além disso, em dezembro os romanos tinham um festival chamado Saturnália. Fogueiras queimavam durante o festival, e a celebração era marcada por orgias. Havia a eleição do “Senhor do Desgoverno” que deveria ser um homem jovem e bonito que era a representação do deus Saturno.


Na Itália e nas cidades da América com grandes populações de italianos ou descendentes, bruxas da “velha escola” podem ser encontradas. Em quase todas as cidades, alguém poderá te apontar uma strega que possa colocar ou tirar o Malocchio (mal olhado), ou usar óleo de oliva para curar ou para adivinhações. No coração da strega vivem os “espíritos do antigo”, pois esta é uma antiqüíssima crença. Sente-se com elas e te contarão estórias dos elfos ou das Lasa que são conhecidas como Os Antigos. Você aprenderá sobre a sacralidade do fogo, sobre as forças por traz da natureza. A voz do vento sussurrará aos teus ouvidos enquanto a strega fala. Você sentirá e conhecerá.
As crenças das streghe envolvem amuletos para repelir ou atrair energias. Gestos de poder, sinais que podem ser lidos em toda a natureza. A Deusa coroada com um crescente e o Deus Astado são adorados pelas strega. Também são conhecidos por diversos nomes: Tana e Tanus, Fana e Faunus, Jana e Janus. Os nomes mais comuns para os Deuses da Stregheria são : Diana e Dianus (Lúcifer); e os nomes mais antigos são Uni e Tagni.
A natureza é vista como a manifestação das forças ou leis espirituais. A Magia é a arte de entender e interagir com estas forças, de uma forma que possam ser influenciadas. Como este sistema é mantido em ordem por espíritos e deidades, existem técnicas milenares de interagir e lidar com estes seres astrais – de forma que façamos nossas influencias e vontades.
No norte da Itália, existe uma região chamada Toscana. Lá uma forma de stregheria um pouco mais peculiar é desenvolvida. Esta forma é extremamente simples, mas pouco lembra os rituais cerimoniais modernos. Há uma grande influencia etrusca nesta forma de bruxaria, onde os Deuses e espíritos são de origem etrusca. Estas bruxas raramente fecham um círculo sagrado para fazer seus feitiços e rituais. O importante para elas é que haja um campo onde possam trabalhar. Elas utilizam uma varinha (o instrumento mais primário da bruxaria) e gestos de poder com encantamentos (chants).
Os Deuses reverenciados pelas streghe toscanas são a Deusa Uni e o Deus Tagni. A natureza também é reverenciada pelos elementais: Fauni e Silvani são espíritos dos bosques; Monachetto são espíritos da terra, como os gnomos; Linchetto são os espíritos do ar. Na bruxaria toscana o norte é considerado um local de muito poder. Os seres elementais do norte são chamados Palla; no sul Settiano, que são espíritos do Fogo Elemental; os espíritos do oeste são os Manii; e os do leste são os Bellaire.
As streghe acreditam em espíritos do clã, chamados Lare que protegem as casas e as famílias. Além disso, ajudam as streghe a renascerem entre seus entes queridos. Pequenos templos são feitos na parte oeste da casa em honra a estas entidades. Tradicionalmente são feitas oferendas de vinho, mel, leite em um pequeno recipiente e uma vela é acesa.
O folclore italiano também se estende a objetos inanimados que possuem poder, segundo a crença. Entre os mais comuns estão as chaves feitas de outro ou prata, ferraduras, tesouras, pérolas e corais. Outros objetos incluem o alho, fita vermelha e sal que é empregado para a proteção.
Em 1892 Charles Leland publicou o livro Etruscan Magic & Occult Remedies baseado em suas vivencias na região toscana. Em todos seus livros relacionados ao assunto da bruxaria e magia, ele coloca a religião bruxaria em tempo presente, o que nos mostra que ela é mais antiga que a Wicca apresentada por Gardner – o que é notável que vários aspectos da velha religião italiana é incorporada na wicca gardeniana e porque não dizer a Wicca em geral. Nesta mesma obra Leland coloca que na Itália do séc. XIX havia tanto bruxas “boas” como “más”: buone e maladette.

Abraços!
p.s: Obrigada Sária!
Fonte:Tathy Morselli

Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populada por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.
A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.
Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue. Notemos que existem na Itália tantas tradições e visões sobre a bruxaria, quanto existem dialetos e diferentes famílias. Hoje seria muito difícil se falar em uma tradição ou apenas a Tríade
Existe também a tradição Aridiana, proveniente da vila de Arida – dizem que a maior parte dos discípulos de Aradia veio desta localidade no centro da Itália. A maioria dos praticantes modernos da Stregaria segue essa tradição. Quase todos os ritos que serão apresentados são Aridianos.
Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos - Deusa e Deus - são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes ou túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbências” nos esbaths.
Os grupos ou covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos... É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino. Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais.
Nos posts seguintes, apresentarei curiosidades e ensinamentos da Stregheria e espero que sejam úteis ao crescimento espiritual de todos vocês!

Beijos tríplices do tamanho da Lua!
Voltem Sempre!

Fonte: Tathy Morselli

(violeta dos alpes)
Nós não queremos ser melhores do que os homens, queremos ser respeitadas, vistas como seres humanos e não como algo submisso, sem opinião, sem desejos. Eu, não quero a igualdade entre os sexos, e sim o respeito mútuo! Quero ser amada, percebida! É obvio que não somos iguais aos homens, e essa diferença deve existir para que haja equilíbrio. Muitas mulheres querem se defender dos anos de submissão se igualando aos homens, mas elas não conseguem o que querem: ficam cada vez mais mal vistas, etiquetadas de várias coisas pejorativas. Se somos diferentes, pq desejamos todas essa igualdades? Acho que devemos clamar por liberdade! Liberdade de dar opinião, de sair com amigas, falar bobagem, de namorar com quem a gente quiser, trabalhar em qq serviço e ser bem remunerada, de usar qq roupa que nos faça sentir bem, liberdade politica, intlectual e emocianal! Nós merecemos isso, e não um dia dedicado a nós para tentar camuflar td humilhação e "prisão" que, infelizmente, ainda anda ocorrendo por aí! Chega de violência e submissão! Ninguém merece ficar prendendo suas vontades e escondendo seus sonhos! Não somos objeto de decoração! Temos almas, pensamentos e sentimentos! Queremos ser tratadas como parceiras, e não como uma obrigação que traz status de homem casado e respeitável para a sociedade. As atitudes de certas mulheres acabam prejudicando td o q conquistamos. A figura da mulher esta vulgarizada. A maioia é vista como oportunista que so pensa em se da bem, e isso faz com que os homens fiquem perdidos sem saber o que pensar, como agir, o que traz desequilíbrio e desrespeito nas relações! Devemos lutar para sermos soberanas de nossas vidas, mas com decência, ética e muito amor!

Ou Deus está realmente em todas as coisas, ou não está em lugar nenhum.
"Se você colocar Jesus, Buda e Maomé juntos na mesma sala, eles se abraçarão e confraternizarão. Se você colocar seus seguidores juntos...”.
Sri Ramakrishna (1836-1886).
A Era das Trevas e do Ferro, ou era kaliyuga, na tradição hinduísta já começou. Aliás, começou precisamente 30 anos depois da morte do 8o avatar de Vishnu, Krishna. Portanto, o início da Era das Trevas é conhecido desde há 5.000 anos, sempre segundo a tradição do sanatana dharma.
As escrituras védicas e seus suplementos registram essa era de ambição, degeneração e de impiedade, quando homens e mulheres viverão juntos para o culto somente do corpo. Nesse extenso período de mais de 300.000 anos, a duração da kaliyuga, os reis se tornarão maus, os povos serão estúpidos e estarão mergulhados em seus mais baixos instintos. As populações serão castigadas por pragas, enchentes, secas. A fome e a doença se espalharão. Heróis serão assassinados; profetas, sábios e filósofos serão perseguidos. Civilizações inteiras perderão a Graça divina. Os livros sagrados não serão mais respeitados. Falsas doutrinas e religiões desencaminhadoras levarão os povos à ruína. Crianças serão abandonadas e mortas ainda no ventre de suas mães. Os rebanhos diminuirão.
O Linga Purana afirma que as jovens abandonarão cada vez mais cedo sua virgindade. Que haverá muitos ladrões. A linguagem tornar-se-á vulgar. Monges não obedecerão mais seus votos de castidade e pobreza. Os suicídios aumentarão, e o pior: homens de pequena inteligência governarão influenciados por doutrinas ateístas. Famílias e castas não terão mais significado. A virtude morrerá, assim como a pureza e a decência. No Srimad-Bhagavadam (12.2.31) gerações degradadas concebidas unicamente para a luxuria e a barbárie enxamearão o mundo. As lideranças políticas cairão nas mãos de brutos, criminosos e terroristas que usarão de seus poderes para dominar os povos. Populações inteiras serão escravizadas e mortas. O mundo se encherá de artistas espirituais falsos, fanáticos e extremistas que primarão pelo hedonismo e pelo relativismo cultural e moral.

Ipsis literis do Srimad-Bhagavadam: “a Religião, a Verdade, a Pureza, a Piedade, a Força física e mental diminuirão a cada dia”.Esse é o mais velho apocalipse de que se tem notícia. A mensagem final, entretanto, fala em um novo avatar que descerá para restabelecer a retidão. No Bhagavad Gita está escrito o significado do avatar - “aquele que desce”: “Numerosos nascimentos Eu faço em todos os tempos, Oh amado,Mas os seres sempre falham em Me reconhecer. Eles renascem repetidamente, embora permaneçam inadvertidos de sua verdadeira natureza. Estas Minhas vidas são meras aparências, Arjuna. Na verdade, Eu sou intemporal, não nascido e imortal. Sendo de origem imperecível, Eu crio a morte natural penetrando todas as coisas.Quando os seres em erro ganham em força, oh Arjuna, E a falsidade se disfarça de retidão, É quando eu encarno na divina forma para iluminar o Caminho. Derrotando todos os malfeitores enquanto Eu elevo as massas sofredoras, Eu estabeleço na Terra o verdadeiro Caminho a Brahman. É por estas razões que eu assumo um corpo.E saiba isto também, Arjuna: Aqueles que acreditam em Mim, em Mim buscam refúgio e têm devoção, Quando eles deixarem esta terra, ganharão o Meu Reino, e não retornarão mais”.

Uma reflexão sobre a religio perennis se faz então necessária. Não para afirmar a raiz de todas as religiões, nem para fazer entender a todos que muitos são os caminhos e única a verdade, mas que o nosso tempo está pervertido até nas religiões. O Ocidente hoje sofre o seu maior ataque da parte do Oriente islâmico. Resposta tardia à barbárie cruzada da idade Média? De qualquer modo, o islamismo perde-se em atos vulgares de ódio e violência contra os símbolos do Ocidente, o qual, acovardado e desamparado pelos seus principais líderes religiosos e políticos, cala-se e verga-se humilhantemente diante da sharia islâmica. Aterrorizado, perde-se em salamaleques para seus destruidores odientos, que na falta de lideranças ponderadas e serenas, marca do líder religioso, conduz milhões para uma intifada internacional. O Cristianismo nunca esteve em risco tão grande; o Budismo nunca foi tão desrespeitado; o Hinduísmo (sanatana dharma) nunca foi tão necessário com a sua mensagem de paz, não-proselitismo, não-intolerância e não-milagres. Ou Deus está realmente em todas as coisas, ou não está em lugar nenhum.
(Carlos Reis)
Espero que vcs tenham gostado.
Beijos tríplices!
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A maioria dos seres humanos passaram, em média, por 140 encarnações pelo planeta Terra. Esta é a Roda das Encarnações ou Roda de Sansara, o ciclo de encarnações em que todos estamos envolvidos, através da Lei de Causa e Efeito e, conseqüentemente, do carma de cada um. A referida Lei enuncia que a toda ação e pensamento que praticamos corresponde um resultado equivalente.
É comum escutarmos as expressões “colheu o que plantou”, “recebeu o que deu”, “feitiço virou contra o feiticeiro”, “tiro saiu pela culatra” etc. São formas que a sabedoria popular encontra para expressar a verdade dos fatos. Tudo aquilo que exteriorizamos volta a nós, cedo ou tarde. Se dermos ao mundo ressentimento e maldade, ressentimento e maldade o mundo devolverá a nós, na forma de carma.
Carma é o acúmulo de tudo que fazemos, pensamos e agimos, seja nesta, seja nas vidas anteriores que tivemos. Cada ato fica impresso
Carma coletivo é a somatória de carmas individuais durante as eras. Cada um de nós tem sua parcela de contribuição para a situação por que o Planeta passa hoje
Como a maioria da humanidade ainda está envolvida pelos Véu de Maia e pela Ilusão do mundo físico, há muitos carmas individuais e coletivos a serem transmutados, antes de a libertação ser atingida por cada um. Os carmas individuais são tudo aquilo que cada um, através da Lei da Causa e Efeito, atrai para si. Nossos atos, pensamentos e progressos espirituais resultam no carma individual. Já o coletivo é a somatória destes mesmos fatores, só que engloba toda a humanidade. Os efeitos da Lei Universal unem-se em carmas diversos, positivos e negativos. Por exemplo, as guerras podem ser consideradas resultados de egrégoras ou pensamentos negativos. O resultado espiritual é o carma coletivo. Por essa razão, o Raio Violeta de Saint Germain é tão importante no atual momento de desunião planetária, para que a humanidade possa transmutar mais rapidamente tudo aquilo que acumulou de negativo durante toda sua existência através das guerras, ódio, inveja etc.
Mas por que adquirimos tanto carma? E como ajudamos a alimentar positivamente o carma coletivo? A Lei da Causa e do Efeito é infalível. Tudo o que pensamos, fazemos e causamos retorna a nós, em algum período. Não há nada que possamos fazer para impedir isso. No entanto, através da Chama Violeta de Saint Germain, conseguimos rapidamente converter carmas negativos
(amor cósmico)
continua...
CASTAS:
Os hindus atribuem caráter religioso a todas as atividades, o que faz do hinduísmo uma ordem social-religiosa que influi diretamente na vida toda, desde a moral até a economia e a gramática. De certa maneira, isso supera o pessimismo da desilusão e confere a cada momento da vida uma dimensão religiosa. São imperiosas as obrigações impostas pelo sistema de castas. Atuar de acordo com a casta a que pertence é, para o hindu, conseqüência da doutrina enraizada na ordem do universo. A ordem social divide as pessoas em castas, assim como a vida se manifesta em formas inferiores e superiores. O sistema de castas surgiu na Índia com os árias e começou a desenvolver-se por volta de

DHARMA:

Possui dois conceitos distintos, entretanto conectados. O primeiro é que o Dharma, quando iniciado por letra maiúscula, simplesmente quer dizer "os ensinamentos". O segundo significado é normalmente associado com o uso em letras minúsculas, dharma, usado para designar "a forma como as coisas são". Pode parecer vago, até o momento em que você entende que a palavra dharma é usada para denominar "as leis da natureza" ou "aquilo que sustenta o universo". Às vezes é sinônimo de "meio-ambiente universal". É no segundo significado que vamos nos focar. Uma coisa a se lembrar é que através de tempos ancestrais, desde a era dos Vedas, o dharma foi pensado com uma lei imutável do universo, uma lei universal. As mais antigas escrituras sobre o dharma, dos Vedas, dizem que apenas sages podem experimentá-lo, e precisam passá-lo para os laymen através de mantras e outras ações. Mais tarde, nos escritos conhecidos como os Dharma Sutras foi dado um diferente significados e implicações sobre o dharma: eles dizem que o dharma foi a performance dos duties de acordo com a lei védica. O Dharma estava falando do significado de "uma regra da sociedade védica". Infelizmente, escrituras mais novas não ajudam a esclarecer os significados perdidos da palavra dharma. Eles tendem a não apresentar um significado uniforme para a palavra. Eles também não ajudam a encontrar formas práticas de como realizar o dharma. O dharma é descrito no Bhagavadgita (o Som de Deus), uma seção do poema épico O Mahabharata. Nele, Krishna explica o significado da correta sustentação da ordem mundial. Isto implica todas as pessoas terem um caminho que elas precisam seguir para se sustentar e obter a salvação, através de yoga e práticas ascéticas, bhakti ou devoção, e dharma ou qualquer prática de acordo com suas regras - esta última é a mais efetiva pois contribui tanto para o crescimento individual quanto para o crescimento do mundo como um todo, enquanto as duas formas anteriores apenas auxiliam o indivíduo. O dharma é infinito, ultrapassa os mundos material e espiritual e poderia ser pensado como um senso mental. É como dizer, enquanto o olho tem a visão e o ouvido o som e o nariz o odor, a mente tem dharma. A palavra dharma poderia ser bem usada para dizer "um bom senso" enquanto a palavra adharma poderia significar "um mau senso". O dharma é a verdade universal permanente, incluindo as leis da natureza e a natureza das leis.
(amor cósmico)
Continua
Indra:
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É o deus das tempestades. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós védico. A lenda relata a fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna.

Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.
Ideologia:

As muitas diferenças e divisões doutrinárias produziram enorme diversidade de cultos e de sistemas no hinduísmo. O paraíso hindu abriga 330 milhões de deuses, expressões de um brahman único que encerra em si mesmo o universo todo.
Acima de todas as expressões, está a superioridade de Deus, identificado com o antigo mito do primeiro homem, Parusa. O despedaçamento de seu corpo, que produziu o nascimento do universo, é a base da doutrina hinduísta de um Deus simultaneamente criador e destruidor da realidade. O deus universal está acima do panteão de deuses locais, que nem mesmo têm o título de Senhor (isvara).
Posteriormente, Brahma foi superado por Shiva e Vishnu, em torno dos quais os demais deuses foram agrupados. A coexistência de tantas formas e manifestações religiosas criou os mais extraordinários símbolos: deuses com mil olhos, como Indra, e Kali, que se popularizou principalmente por um de seus filhos, Ganesha, com vários braços e cabeça de elefante.
O destino do homem, entretanto, não depende de nenhum desses deuses, mas de seu próprio esforço. O homem pode condenar-se ou salvar-se dos sofrimentos, causados pela samsara, a roda da vida que gira sem cessar, produzindo nascimentos e renascimentos sucessivos. A alma de todas as criaturas está sujeita a um novo nascimento (punajarman). É a reencarnação sucessiva, sacralização da vida trágica de longos períodos de fome, guerras, doenças e cataclismos. A realidade social é predestinada e em geral desgraçada, mas o karma, a repetição da vida por meio de vários nascimentos, é a esperança de atingir uma casta mais elevada. A salvação consiste na liberação desse ciclo e na fusão final com Deus.
Na cosmologia hindu, Brahma está além de toda ação ou inação e acima do bem e do mal. A energia latente que existe dentro de Brahma, quando liberada na criação do universo, toma a forma de maya (ilusão), que assim é captada por nossos sentidos. Qualquer universo, como projeção de Brahma, tem a existência limitada a 4,32 bilhões de anos solares. No final desse ciclo, as chamas ou as águas destroem esse universo e maya retorna a Brahma, repetindo-se o processo indefinidamente.
Mahatma Gandhi (1869-1948) é idolatrado na Índia como mentor espiritual, sendo hoje considerado o maior mestre do Hinduísmo moderno. Ele foi o maior divulgador do conceito da Ahimsa, ou seja, do princípio da não-violência. Gandhi apregoava a importância do homem exercer perfeito controle sobre si mesmo. Ahimsa é uma palavra em sânscrito, da cultura/filosofia/religião hinduísta. Desde o ponto de vista etimológico a palavra Ahimsa deriva da raíz sâncrita hims- que significa ‘prejudicar’, ‘danar’, ‘ferir’, ‘matar’, com a adição do prefixo 'a', que é a negação, o que lhe dá o significado de - ‘não prejudicar’, ‘não danar’, ‘não matar’, etc. Trata-se de uma ação propriamente dita, é portanto um conceito prático. Basicamente essa ação tem a intenção de preservar e respeitar todos os seres do universo a partir de uma postura de só entrar em contato com esses seres para troca simbiótica (favorecendo os agentes envolvidos) de amor e paz. Assim, Ahimsa significa não entrar em contato em vão, não manter relações à toa com os seres, mas sempre com o objetivo de receber e proporcionar amor cósmico.
O Hinduísmo Clássico moldou-se a partir da unidade de duas diferentes visões de mundo. Esta unificação é resultado de um longo confronto religioso e intelectual entre a religião védica e a visão de mundo do jainismo e do budismo. Da religião védica, ele pegou a perspectiva de visão de mundo "a vida é boa" e do jainismo e budismo, a visão de vida negativa "a vida é ruim". Ambas foram formadas no entendimento de cosmos desenvolvido fora dos Vedas. Para explicar como isto funciona, nós devemos começar com duas intrincadas descrições do cosmos, a partira das quais então nós nos focaremos no aspecto de "a vida é boa" e "a vida é má" para o problema humano.
(amor cósmico)
Continua