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Hemisfério Sul – 30 de abril
A Roda do Ano começa com Samhain, que também é conhecido como Hallowe'en ou All Hallows Eve (Véspera do Dia de Todos os Santos). Este sabbath marca o ano novo celta, quando o véu entre os mundos da vida e da morte fica aberto. Samhain é o festival dos mortos, quando os Pagãos lembram daqueles que partiram antes e reconhecem o mistério da morte. A morte é celebrada como uma parte da vida.
Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se SOUEN) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabá é o negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. Deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza! No Altar e nos Quadrantes não devem faltar as tradicionais Máscaras de Abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa. A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução.
Nessa época se despedem do Deus. É um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer pela Deusa no Yule. Antigamente, o Samhain, também conhecido como Festa dos Mortos, Festa das Maçãs, e Todos os Santos, marcava um período de sacrifício. Em alguns lugares, esta era a época de sacrifícios animais para assegurar comida durante as profundezas do inverno. O Deus - identificado com os animais - também tombava para garantir a continuidade de nossa existência. Pessoas vegetarianas talvez não aprovem este aspecto do simbolismo do Samhain, mas é tradicional. Obviamente, não sacrificamos animais em rituais. É uma simbologia da morte do Deus.

O Samhain é um período de reflexão, de análise do ano que se finda, de ajustar contas com o fenômeno da vida sobre o qual não exercemos controle - a morte. Sente-se que nesta noite a divisão entre as realidades físicas e espirituais é estreita. Após o Samhain, os é celebrado o Yule, completando assim o ciclo do ano. Certamente, há muitos mistérios enterrados aqui. Por que é o Deus primeiro o filho e posteriormente o amante da Deusa? Isto não é incesto, mas simbolismo. Na estória da agricultura (um dentre muitos mitos), a constante alternância da fertilidade da Terra é representada pela Deusa e pelo Deus. Este mito fala dos mistérios do nascimento, da morte e do renascimento. Celebra os maravilhosos aspectos e belos efeitos do amor, e honra as mulheres que perpetuam nossa espécie. Também indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa rotina. Para povos agrícolas, o ponto principal deste ciclo mítico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. O Alimento - sem o qual todos morreríamos - está intimamente ligado às deidades. Na verdade, os seguidores desta prática vêem a comida como mais uma manifestação da energia divina. Assim, ao observar os Sabbats, todos se sintonizam com a Terra e com as deidades. Eles reafirmam suas raízes na Terra. A prática de rituais nas noites de lua cheia também fortalece sua conexão com a Deusa em particular.

FELIZ SAMHAIN
E Feliz roda do ano para todos!

Luz, paz e equilíbrio!
Beijos Tríplices!


1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará, se você, ao menos, falar.
2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, a inveja, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que encontrem o caminho do Grande Espírito.
3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.
4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi obtido por esforço próprio nem foi dado, não é seu.
6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize-os, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da livre expressão pessoal.
8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.
9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.
10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.
11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrenal.
12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, de-lhes espaço para que cresçam.
13. Evite machucar o coração das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.
14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.
15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental. Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.
16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.
17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.
18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.
19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.
20.Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

Beijos tríplices!
Muita paz e muita luz para todos vcs!
Obrigada pela visita!


...O que é ser bruxa? que misterioso significado carrega essa tão fascinante palavra?
Ser bruxa é necessariamente ser adepta do new age? È ter um caldeirão? È fazer feitiços? Andar de preto? Pendurar um pentagrama no pescolo? È carregar títulos, ter iniciação, prever o futuro, ter poderes paranormais, jogar pragas?.
O que é ser bruxa volto a perguntar.....
Decidi escrever esse texto, porque ando vendo por aí muitas definições um tanto quanto problemáticas a respeito do real sentido da palavra Bruxa, definições de todos os tipos, tanto de pesoas que não entendem nada sobre o assunto, quanto de pessoas que acham que entendem algo.
Na verdade a explicação dessa palavra é demasiadamente singela, e espero que entendam o que vou falar desse assunto.
Em primeiro lugar, quero dizer que uma Bruxa não segue necessariamente a bruxaria( Tradicional, wicca e qualquer outra tradição) , ela pode ser a humilde benzedeira, ela pode ser a camponesa, a cozinheira, a parteira e etc, etc...A verdade é que todos nós temos um poder guardado, e que foi se atrofiando com o tempo, e que podemos despertar e utilizar independente do caminho que decidimos tomar e isso prova que as Bruxas não são diferentes nem mais especiais que ninguém.
Ser bruxa é colocar toda energia atrofiada par funcionar em nosso favor e ao favor do proximo, é praticar a filantropia, é ser universal, é entender e manipular o microcosmo1 em junção do microcosmo2 para mover a cura, o amor, o entendimento da alma. Quando sentimos o poder fluir( Não o poder egocêntrico), temos um olhar muito mais aguçado e muito mais poético, pois entendemos o mundo; muitas religiões gostam de afirmar que não somos desse mundo, pois ele é de pecado, não se enganem, devemos fazer do mundo a nossa agradável morada, pois ele em si é uma manifestaçõa de DEUS/DEUSA(ou como preferir ver a divindade).
A verdadeira Bruxa quando observa o por do sol, fecha os olhos e sente a alma expandir, ela sente que é tudo, e que entende tudo e consegue traduzir o canto universal, esse misterioso chamado que nos proporciona tão grande bem estar e plenitude de ser . Quando a bruxa vê a lua, sente que entre elas existe uma ligação muito intima, pois ambas possuem ciclos, fases, ser bruxa tambem é isso, é identificar as analogias entre a natureza e o "EU" e ver que o que está em cima é o que está embaixo.
A Bruxa possui sabedoria, conseguida através da matuiridade e das muitas experiencias, sem contudo perder o coração doce da criança que descobre o mundo. de suas mãos brotam a Arte em todos os sentidos,ela tem amor por tudo que faz, tem o toque delicado que acaricia as flores, que tenta tocar as estrelas, que tenta tocar o infinito. Todas sabem que a natureza é Mãe sábia, ela nos dá, mas tambem tira, e que devemos ser sagazes, sermos fortes, e que um dia todos sem exceção, voltaremos para ela, para o grande UTERO UNIVERSAL.
Autor: Moon's tears

Luz e Paz
...que a terra seja firme sob nossos pés...
(fonte: Universo Pagão)

OBRIGADA MAGIA GIFS!!!!
Aproveitando que o tema 'bruxaria italiana' ainda está fresquinho em meu blog, achei legal anexar esse texto que achei na internet. Espero que gostem, fala sobre Aradia, uma mulher sábia, honesta e justa que amava a liberdade a natureza e prezava pelo respeito a todos, independentemente da classe social.

Aradia de Toscano, nasceu em 13 de agosto de 1313 em Volterra, Itália. Aradia era filha de Deusa Lunar Diana, sendo responsável pela perpetuação de seu culto. Alguns historiadores dizem que seu pai poderia ter sido Apolo, Lucifer ou Dianus.
Ela viveu entre os escravos que conseguiram escapar das garras dos senhores, nos montes de Alban e florestas perto do lago Nemi, na Itália. Aradia ensinou-lhes a Antiga Religião e pregava o amor pela liberdade. Além disso, trouxe esperança para os camponeses que eram explorados pela classe mais rica. Aumentou-lhes a auto-estima, deu-lhes o devido valor e ensinou-lhes a terem respeito por si próprios. Aradia colocou-os em harmonia com a natureza através de seus ritos sazonais e rituais da Lua Cheia.
A Igreja Católica a perseguiu como "Rainha das Bruxas" e colocou-a na prisão. Lá foi torturada e setenciada à morte. No dia da execução, não foi encontrada em sua cela. Tinha escapado milagrosamente e voltou a ensinar sua religião ao povo. Quando presa novamente pelos soldados, falou ao padre:
-"Você só traz a punição para àqueles que se livraram da Igreja e da escravidão. Estes símbolos e roupa de autoridade que veste, só servem para esconder a nudez que nos faz iguais. Você diz que serve a um deus, mas você serve somente a seus próprios medos e limitações". Acabou presa desta vez, por heresia e traição. Setenciada novamente à morte, outra vez escapou.
Retornou a seus seguidores e revisou todos seus ensinamentso Por fim, deixou-lhes a "Carga da Deusa", onde descreve minuciosamente todos os rituais. Instruiu também, seus seguidores para recordá-la compartilhando vinho e bolos nos cerimoniais sagrados. Prometeu, que todo aquele que clamasse por Diana, sua mãe, e por ela, receberiam muitas graças e seriam abençoados.
Em seguida partiu para o leste.
Após a partida de Aradia, os covens foram dispersados pelos inquisitores. Eram eles: Janarric (mistérios lunares), Fanarric (mistérios da terra) e Tanarric (mistérios estelares). Estes grupos são consultados ainda hoje como às Tradições da Tríade.
Em 1508, Bernardo Rategno, um inquisitor italiano, documentou um volumoso acréscimo no número de seitas de bruxaria começados no ano de 1350. Correspondia exatamente com o período que Aradia encontrava-se na Itália, ensinando a Antiga Religião.
Aradia era a doutrinadora da Antiga Religião da Deusa e também a protetora das bruxas. Era uma deusa intelectualizada com a chama de uma Amazona em seu interior. É uma deusa associada com a Lua Cheia, apresentando o espírito de uma "Donzela", somada à habilidade e presteza herdada de sua mãe Diana e também a sabedoria de uma "Anciã".
Aradia é um símbolo para as bruxas atuais. Através de seus ensinamentos nós nos transformamos e nos unimos ao céu, à terra, à lua e ao universo.
(Rosane Volpatto)


A maioria dos wiccanos usa o cumprimento ritual "Blessed Be" com muito orgulho, assim que dá os primeiros passos nesta prática.
Com reverência e alegria, concede inúmeros "Blessed Be", na felicidade de sentir-se parte de uma comunidade mágica em expansão. Este uso indiscriminado é praticado por wiccanos recentes ou experientes, todos pensando estar distribuindo uma bênção corriqueira, um simples "Abençoado(a) Seja". Isto porque poucos sabem o significado e as implicações de tal saudação.

Originariamente, o "Blessed Be" é a forma contraída de um cumprimento ritual wiccano (Gardneriano/Alexandrino, principalmente, mas usado por todos os subgrupos da Wicca), usado com formalidade e intimidade, adaptado de uma prática celta mais antiga. É também chamado de Beijo Quíntuplo (Five-fold Kiss). O cumprimento é realizado entre o Sacerdote e a Sacerdotisa do Coven, ou pelos membros do Coven entre si, mas apenas entre homens e mulheres, pois é a saudação do feminino pelo masculino e vice-versa.

A Sacerdotisa e o Sacerdote ficam frente a frente. O Sacerdote ajoelha-se diante dela, e beija seus pés, dizendo: "Abençoados sejam (Blessed be), teus pés, que te conduzem pelo Caminho". Depois, beija seus joelhos, dizendo: "Abençoados sejam teus joelhos, que se dobram diante do altar". Depois, beija a região do útero dela, dizendo: "Abençoado seja teu ventre, que propaga a vida". Depois, beija seus seios, dizendo: "Abençoados sejam teus seios, que nutrem a vida, formados em beleza". Depois, beija seus lábios e diz: "Abençoados sejam teus lábios, que proferem os Nomes Sagrados". Os dois se abraçam. Então, a Sacerdotisa ajoelha-se diante dele, beijando-o nos pés, joelhos, genitais, peito e lábios, dizendo: "Abençoados sejam teus pés, que te conduzem pelo Caminho. Abençoados sejam teus joelhos, que se dobram diante do altar. Abençoado seja teu falo, que a tudo fertiliza. Abençoado seja teu peito, formado em força. Abençoados sejam teus lábios, que proferem os Nomes Sagrados" (conforme beija cada local). Os dois se abraçam.

Ao cumprimentar outra pessoa com a forma "Blessed Be", concede-se ao outro exatamente um beijo quíntuplo. Ele não deve ser oferecido a qualquer um, mas usado criteriosamente e parcimoniosamente. É representante de confiança, intimidade e reconhecimento sagrado.
(fonte: http://www.universopagao.com)

AHHH! JÁ IA ME ESQUECENDO DE FALAR DO CONCURSO "MUNDO WICCA". PARTICIPEM! TÁ BEM LEGAL! TEM CATEGORIA 'ANGEL', 'MÍSTICOS' E 'WICCA'... VALE A PENA!
BEIJOS TRÍPLICES!

Vassoura: Embora não seja publicamente ligada às bruxas italianas, as streghe são geralmente mostradas andando em vassouras. De forma ritual, ela pode ser usada para banimentos e proteção e com a escova para cima é um símbolo da Deusa. Como proteção, a vassoura é colocada entre qualquer entrada ou porta. Como banimento, a vassoura é usada para varrer o sal (espalhado em uma área) para a saída do local, pode-se também varrer o ar, para espantar a negatividade.
Tesoura: Na magia popular da Stregheria, a tesoura era usada para quebrar feitiços. Isso pode ser feito com os atos de cortar, repartir ou deixando a tesoura cair. Cortar a foto de uma pessoa faz com que as relações com ela terminem, da mesma forma com que isso pode ser feito cortando um pedaço de roupa da pessoa.
A tesoura também pode ser usada para fazer banimento da seguinte forma: derramar um pouco de óleo de oliva em um pouco de água e usar a tesoura para cortar isso... sempre visualizando o termino ou banimento do que está incomodando.
Podemos usar um pingente em forma de tesoura para proteção.
Caldeirão: O caldeirão é utilizado geralmente para fazer oferendas. Tipicamente ele é colocado no quadrante ao qual a energia represente a necessidade.
Casa dos Lare (ou templo dos Lasa): Mesmo que não seja um instrumento per se, a casa dos Lare é uma parte integrante da stregheria e toda strega deve ter um. No norte da Itália, as streghe vêem os Lasa como seres que já viveram como humanos e agora estão mudando para a escala de semideuses. As bruxas toscanas chamam por eles para ajuda em qualquer momento e trabalham muito com os Lasa.
Durante as grandes ocasiões familiares, oferendas são colocadas nas casas dos Lare, que tradicionalmente fica na ala oeste da casa. Eles têm forma de uma casinha e nelas são acesas velas e alimentos são oferecidos.Sobre a diferença e semelhança entre Lare e Lasa: O sentido é praticamente o mesmo. Mas os Lasa são fadas de origem etrusca. Dela se acreditavam que vinha parte do sangue das bruxas. Os Lare são os espíritos da família/ clã que auxiliam aquela linhagem. O que existe em comum é que ambas tem o sentido de ancestralidade. Há algumas tradições que dizem que se você é descendente de italianos, então que adote os Lare e se não, adote os Lasa.
(fonte: Tathy Morselli)
Na minha família, que eu saiba, nunca existiu uma bruxa: ou eram católicas ou kardecistas, sendo q minha mãe foi por um tempo da Rosa Cruz. Mas SEMPRE, desde a época das minhas bisavós (que é até onde eu consigo em lembrar, pq as conheci) usamos a vassoura para banimento... Eu achava tão engraçado! Quando chegava uma visita chata, ou falsa, ou que não ia embora nunca, nós colocávamos uma vassoura com as cerdas para cima atrás de uma porta para ‘espantar’ a visita! Rsrsrsrsrsr! Esse texto me fez lembrar disso, até hoje eu coloco a vassoura atrás da porta quando faço alguma reuniãozinha aqui em casa, para espantar os que não são espiritualmente bem-vindos...Para que somente aqueles que realmente gostem de mim permaneçam em minha casa

Hoje é a páscoa cristã. Para os pagãos do hemisfério norte é época de celebrar o equinócio de primavera. É uma época onde tudo renasce, a natureza volta a mostrar sua exuberância! Época de celebrar a abundancia, o amor e tudo o que há de bom! Semelhante à páscoa cristã, é uma época de celebrar a ressurreição do amor, da natureza...Uma época de fazer brotar novamente a sementinha dos bons sentimentos em nossos corações. No Hemisfério sul, é tempo de comemorar o equinócio de outono, logo, não é 'páscoa' para nós pagãos. Mas como, para mim, toda e qualquer fé é importante e necessária para que o mundo seja um lugar melhor, fico feliz ao ver as manifestações cristãs e, além disso, amo ganhar ovos de páscoa! rsrs! Jesus merece respeito até pelos que não seguem a bíblia, até pq ele veio profetizar a lei suprema de todas as religiões, inclusive a da bruxaria, que é o amor! Tudo deve ser feito movido pelo amor! Que Ele, um ser humano tão elevado espiritualmente, não tenha sofrido tanto em vão e que sua mensagem possa aquecer o coração dos pagãos e cristãos do mundo inteiro. Além disso, sempre é bom desejar coisas boas ao próximo, e pensar em coisas boas e no amor, para ativar a lei universal da atração: quanto mais pensarmos positivo, melhor será a nossa vida e melhor seremos para a sociedade e para o mundo! Que a energia que sempre foi, que é e sempre será esteja presente positivamente na vida de todos nós...Que o mundo possa voltar a ter a paz que em tempos beeeeem remotos já teve... Que a natureza não seja desgastada, que o vento possa soprar, a água correr, o sol aquecer gerando vida e a terra produzir... Que o amor viva para sempre no coração dos humanos!
BEIJOS TRÍPLICES!

Varinha: Os galhos de uma árvore eram vistos como a parte que carregava a vida, pois a cada estação nasciam folhas, flores e frutas. Eram vistos como partes de Seres sagrados e estes seres ligavam os céus a terra. Em referencia à árvore, alguns cuidados eram tomados para pegar um galho. Primeiro, algumas oferendas eram feitas ao espírito da árvore, sendo geralmente frutas, vinho, leite ou mel. A madeira de uma árvore frutífera é melhor por sua característica “fértil”. Antes do nascer do sol, fique diante da árvore e deixe sua oferenda. Diga então para o espírito da árvore quais são suas intenções. Espere alguns momentos e sinta se o espírito aceitou sua oferenda. Se for tirar o galho, faça-o rapidamente. Leve-o para casa. Esculpa o galho de forma que lembre um falo e deixe-o secar por nove dias. Quando a lua estiver cheia, carve os símbolos nela. Apresente-a ao quadrante leste e diga que está é uma varinha mágika. Vá sob a Lua, eleve a varinha e diga: Minha Senhora, Dama da Noite e da Magia, Tu, que reina sobre os céus estrelados, abençoe e encha esta varinha com teu poder, para que todos vejam e saibam de tua graça. Eu consagro e dedico esta vasilha para Ti, Grande Dama da Magia.

Spirit Bowl (concha): É um dos instrumentos mais antigos da bruxaria. Originalmente, conchas grandes eram usadas para colocar água do mar para bênçãos e vários trabalhos mágikos. Estas conchas eram colocadas em altares de pedra ou mesmo árvores caídas. A água do mar era colocada dentro da vasilha e uma concha branca era colocada no centro. Desta forma, a adoração à Lua poderia ser feita, mesmo quando a Lua não estava visível no céu noturno. Hoje no sistema Tríade de Tradições, a vasilha é chamada de Spirit Bowl e é colocada no centro do altar. Um líquido de base alcoólica é colocado dentro e aceso. Isto é feito com gestos e encantamentos verbais para dar poder à chama. Uma vez que a chama se forma, ela é considerada a presença da Deidade, dentro do circulo ritual. Uma mulher vai sempre colocar mais liquido para que a chama não se extinga antes do fim do ritual.
Cálice: Na tradição aridiana, ele tem a mesma associação de “útero” que a spirit bowl tem. É a taça da transformação.
Espada: Um dos instrumentos mais comuns na prática da Arte é o athame ou a adaga ritual (Spirit blade – lâmina espiritual). Veja um ritual para a preparação do athame, mas o autor do livro deixa claro que é uma técnica moderna. Três noites antes da Lua Cheia (sendo a terceira noite a da Lua Cheia), faça um pequeno buraco na terra que deve ser tão fundo quanto o tamanho da sua mão. Coloque lá dentro uma porção de arruda, erva-doce e verbena e cubra. Deixe lá até a noite da Lua Cheia. Nesta noite, ferva um pouco de água, a qual você colocará 3 pitadas de sal. Saia e despeje a água com sal na área que abriu o buraco. Marque então um triângulo sobre o buraco e coloque nove pitadas de cânfora líquida no centro do buraco. Pegue então o athame nas mãos com a lâmina para baixo e levante os braços para a Lua, dizendo:O Grande Tana me abençoe com poder.
Coloque a lâmina no solo até o cabo. Foque o poder da Lua para o athame, ajoelhando-se, diga: Pela vontade, eu faço os riachos ligeiros voltarem às suas fontes; com feitiços e amuletos eu quebro a boca da víbora, quebro rochas sólidas e tiro carvalhos de suas quebras, removo árvores inteiras, as montanhas estremeço, acordo os fantasmas de suas tumbas e Tu o Lua, eu chamo...
No último verso, levante sua mão esquerda sobre a vasilha da lua. Feche então a mão rapidamente. Com a mesma mão, pegue o athame e dedique então o athame a Tana.
Pentagrama: Os pentagramas rituais originais eram feitos em pedras planas e eram usados para marcar o espaço sagrado. Os antigos acreditavam que a pedra já possuía um espírito, então marcavam este pentagrama na pedra com os quatro pontos cardinais para marcar o equilíbrio entre os espíritos dos elementos. De uma forma geral, o pentagrama não precisa ser consagrado para uso ritual, pois já é feito em material natural.
Saco nanta: é um instrumento muito antigo. O propósito dele é duplo: primeiro, ele é feito para manter o usuário em contanto com as forças da natureza; segundo serve como uma bolsa para os instrumentos da Arte. Dentro destes sacos se encontram os instrumentos em miniatura, juntamente com representações dos elementos. Tipicamente, o saco contém: Uma pedra pequena, lapidada e redonda. Uma pena pequena, azul ou de cor clara. Uma porção de cinza (carvão ou madeira). Uma vasilha pequena para água pura. Uma moeda pequena, com um estrela de cinco pontas feita nela. Um galinho. Um alfinete com a cabeça preta. Um dedal. Uma porção de incenso. Duas velas pequenas brancas. Um pedaço de giz. Uma medida de corda. Um pratinho pequeno. Um símbolo do Deus: uma pinha, um pedacinho de chifre. Um símbolo da Deusa: uma concha, uma noz. Um objeto pessoal de poder. Uma porção de sal. Um pouco de óleo. Ao juntar estes objetos, coloque-os em um saco de couro ou de algodão. Também podemos colocar quaisquer outros objetos de interesse. Quando tudo estiver pronto, coloque o saco no altar e faça o Gesto de Poder. Então diga: O grande saco Nanta, que sejas de foco natural e uma ponte para o poder. Estou ligada a ti e tu estás ligado à Natureza. Somos um de Três. Somos o triângulo manifesto. Nos nomes de Tana e Tanus, que assim seja.
(Fonte:Tathy Morselli)

Encontrado na stregheria e comum para várias tradições wiccanas, é o conceito dos Guardiões. São vistos de forma diferente pelos vários sistemas mágikos. Este é o conceito mais antigo dos Guardiões, datado dos Cultos Estelares: Entre as streghe este seres são chamados de Grigori, particularmente para as bruxas tanárricas, que são conhecidas como “Bruxas das Estrelas”. A Tanarra preservou os antigos Mistérios Estelares, e é através de seus ensinamentos que poderemos ter um entendimento melhor de quem os Guardiões realmente são. Nos antigos Cultos Estelares da Pérsia haviam quatro estrelas “reais” que eram chamados de Guardiões. Cada uma destas estrelas reinava sobre um ponto cardeal. A antiga forma ritual dos Guardiões é feita com a invocação no momento de fechar o círculo mágiko. Há uma ligação definitiva entre os “poderes” das bruxas e a “visão” dos Guardiões. Assumir a posição do Guardião é invoca-lo dentro de sua Psique. A estrela Aldebaran, quando marcava o equinócio de Primavera, tinha a posição do Guardião do Leste; Regulus, marcando o solstício de verão, era o Guardião do Sul; Antares, marcando o equinócio de outono, era o Guardião do Oeste; Fomalhaut, marcando o solstício de inverno, era o Guardião do norte. As posições dos Guardiões: Norte: pés juntos e as mãos para baixo; Leste: pés juntos e braços abertos lateralmente – como uma cruz; Sul: pés juntos e braços levemente levados para cima (posição do leste, wiccana). Oeste: pés juntos e mãos, uma sobre a outra, com as palmas para cima, juntas à área do estômago. As torres foram construídas como símbolos dos Guardiões para que fosse feita sua adoração e também para propósito de invocação. Durante o “Rito de Chamada”, estes símbolos eram traçados no ar, usando tochas ou as varinhas e os nomes secretos dos Guardiões eram chamados. Na bruxaria italiana, estes seres antigos são Guardiões dos Planos Dimensionais, protetores do círculo mágiko e eram testemunhas dos ritos. Cada um dos Grigori tem uma “Torre de Observação” que é um portal marcando cada um dos quadrantes do circulo mágiko. No conhecimento das bruxas italianas as estrelas eram vistas como os campos das legiões dos Grigori. No mythos, eles eram os Guardiões das Quatro Entradas para os Reinos de Áster, que era o local da morada dos deuses. Para que se realmente entenda os Grigori, precisamos olhar para seu papel na bruxaria como uma religião. Nosso primeiro encontro com eles é no momento de fechar o circulo para fazermos nossos ritos. Os Guardiões são chamados, ou invocados, para guardar o círculo e testemunhar o ritual.
Poderes da Luz e das Trevas: Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição wiccana, não se matam, mas são mortos por outros. Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são: O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião. Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas. Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado ao Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.
O Veado e o Lobo: Esses Deuses voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado. O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado. A ambigüidade do Deus como caçador/ protetor é mostrado, por um lado, pela pele de lobo e armas que Ele carrega e, por outro lado, em sua relação com o veado que fica ao seu lado enquanto Ele descansa. E é neste ícone que vemos a ligação do Deus da Velha Religião com as imagens do veado e do lobo. Ele é mostrado tanto como caçador quanto protetor de todos os animais da floresta, Guardião da Gruta, o Senhor das Árvores, O VelhO.
Senhor do Desgoverno: Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgoverno e o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos. Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival. No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.
Benandanti: Lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição era uma sociedade xamânica. (Fonte:Tathy Morselli)
OBRIGADA MENINAS!